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O céu (não) é o limite | Mistério de Júpiter, exoplanetas com oceanos e mais!

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Você já imaginou que a Lua teria um papel importantíssimo nas condições habitáveis do nosso planeta? Essa foi a conclusão de uma equipe de cientistas que investigou os eventos que levaram à oxigenação da Terra. Além disso, a semana foi marcada por boas notícias, como o fim de um dos mistérios a respeito de Júpiter, a descoberta de um possível exoplaneta com oceanos de água, e muitas outras.

Vamos conferir as principais notícias espaciais do momento?

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Como um planeta tão distante do Sol consegue obter todo o calor detectado pelos cientistas em sua atmosfera? Esse é um mistério que durou algumas décadas, mas os astrônomos finalmente descobriram o “segredo” do gigante gasoso: suas auroras polares. Isso mesmo, as auroras (mais ou menos parecidas com as auroras boreais e austrais da Terra) ocupam menos de 10% da área de Júpiter, mas parece estar “aquecendo a coisa toda”, disse um dos autores do estudo.

Auroras acontecem quando as partículas energéticas do Sol atingem o campo magnético de um planeta e interagem com átomos e moléculas da atmosfera. Os pesquisadores já desconfiavam que elas eram as responsáveis pelo calor jupiteriano, mas o novo trabalho não apenas confirmou a hipótese, como também explicou em detalhes todo o processo.

O sistema planetário L 98-59 foi descoberto pelo telescópio espacial TESS em 2019, mas ainda não havia medições ou características precisas sobre os planetas. Agora, pesquisadores usaram o Very Large Telescope do ESO, no Chile, para descobrir que eles podem conter água líquida. Os dois mais próximos da estrela podem ter água em pequenas quantidades, enquanto o terceiro pode ter até cerca de 30% da sua massa em água.

Além disso, eles descobriram um quarto planeta, que não havia sido detectado em 2019, além de um possível quinto mundo, que poderia estar na zona habitável do sistema. Isso significa que, se confirmado, ele pode ter água líquida em sua superfície e condições de abrigar vida.

(Imagem: Reprodução/Phil Hartmeyer/NOAA Thunder Bay National Marine Sanctuary)

Pois é, quem diria que nossa Lua poderia ter desempenhado um papel tão importante para nosso planeta? De acordo com um estudo realizado em tapetes microbianos de cianobactérias, não estaríamos aqui sem nosso satélite natural. É que ele contribuiu para que os dias na Terra ficassem mais longos, permitindo assim que as bactérias produzissem oxigênio o suficiente para que a vida pudesse prosperar.

As cianobactérias foram os produtores primários de oxigênio durante cerca de 1.500 milhões de anos, mas há 1,4 bilhão de anos, os dias na Terra duravam apenas 18 horas, tempo insuficiente para elas realizarem essa tarefa. Na época em que surgiram, há cerca de 2,4 bilhões de anos, a atmosfera terrestre continha apenas 0,0001% de oxigênio. Foi só quando os dias ficaram mais longos que elas conseguiram produzir mais oxigênio como um subproduto metabólico.

(Imagem: Reprodução/ESO)

Cientistas já sabiam que buracos negros supermassivos em centros de galáxias ativas se alimentam, em grande parte, das altas concentrações de poeira circunvizinha. O que eles não sabiam ao certo é quanto tempo eles levam para fazer o “banquete” cósmico. De acordo com novas imagens da galáxia NGC 1566, bastante tempo.

Ao analisar os filamentos de matéria em espiral ao redor do buraco negro, os pesquisadores descobriram que os buracos negros se alimentam lentamente. Antes de desaparecer para sempre no horizonte de eventos, o material acelera em velocidades de até 80 km/s, o que é bastante para nós, mas não muito em escalas cósmicas. À medida que se aproximam, os filamentos se separam em longas faixas que medem centenas de anos-luz de comprimento cerca de 10 anos-luz de largura.

 (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, P. Challis, and R. Kirshner (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics)

Encontrar uma supernova em seus estágios iniciais não é fácil, mas finalmente uma colaboração de astrônomos de vários países conseguiu...

capturar imagens desse que é um dos fenômenos mais incríveis do universo. Os dados da supernova SN2017jgh estavam entre o material científico obtido pelo telescópio espacial Kepler em 2017. A imagem revela a onda de choque inicial que viaja pela estrela antes da explosão.

A estrela que causou essa supernova era, provavelmente, uma supergigante amarela 100 vezes maior que o Sol. Essas explosões são consideradas as responsáveis pela criação de grande parte dos elementos da tabela periódica no universo.

Já está virando novela. A Boeing e a NASA decidiram adiar o voo de teste da Starliner mais uma vez. O voo da missão Orbital Flight Test (OFT-2), o primeiro desde o teste que falhou na tarefa de acoplar a nave na Estação Espacial Internacional, aconteceria no dia 30 de julho, mas acabou adiado para o dia 3 de agosto. Poucas horas antes do lançamento, no entanto, a Boeing comunicou que a equipe identificou anomalias no sistema de propulsão.

Embora algumas possíveis causas, como erros de software, tenham sido descartadas pelos engenheiros, ainda não se sabe realmente o que causou o contratempo. Bem, todo esse atraso pode ser frustrante, mas não há dúvidas de que é melhor realizar o lançamento apenas quando estiver tudo estiver funcionando direitinho. O gerente do programa deixou claro que o lançamento só acontecerá quando as equipes estiverem “confiantes de que [o veículo] está pronto para voar”.

O Curiosity, rover veterano que investiga a cratera marciana Gale desde 2012, encontrou uma pequena rocha que parece estar “torcida”, formando algo parecido com um arco. A imagem teve que ser composta por diferentes registros do instrumento ChemCam RMI, cujo campo de visão é de apenas 16,5 cm, então podemos deduzir que a formação é bem pequena. Não há informações sobre a composição do objeto.

Agora, o rover terá como foco de suas explorações uma rocha nodular chamada Champeaux, enquanto a equipe da missão usa os instrumentos MastCam e ChemCam para produzir mosaicos de outras regiões de Marte.

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Ccaltech)

Entre os dados do telescópio espacial Spitzer, já aposentado, astrônomos encontraram cinco supernovas que, até então, haviam passado desapercebidas. Essa é uma ótima notícia, porque a quantidade de supernovas observadas estava bem inferior à média prevista pelos modelos. Agora, observação e modelo teórico estão mais coerentes.

O Spitzer conseguiu encontrar as supernovas graças à sua capacidade de detectar luz infravermelha, já que o brilho das supernovas costuma ser bloqueado pelas nuvens de poeira na luz visível. No entanto, isso não ocorre com a luz infravermelha, e por isso os pesquisadores fizeram essa descoberta.

 (Imagem: Domínio público)

A Rússia já havia sinalizado, em algumas ocasiões, que deixaria a Estação Espacial Internacional e montaria o seu próprio laboratório orbital. Agora, a decisão parece mais concreta, e já tem data para a mudança acontecer. A agência espacial russa Roscosmos informou que o país deverá deixar a ISS em 2028 por causa do desgaste dos equipamentos do segmento russo.

Isso significa que o problema não é algum atrito entre a Roscosmos e a NASA, ou quaisquer outras agências que participam do programa da ISS. São os equipamentos russos que já estão desgastados e pode oferecer riscos depois de 2024. Por isso, o Conselho da Roscosmos recomendou que uma nova estação seja construída, tanto para evitar esses riscos, quanto para dar início aos planos de deixar a ISS em 2028.

A própria ISS já apresenta bastante desgaste e pode ser desativada ainda nesta década. A estação ganhou uma sobrevida até 2024, com um acordo entre os participantes do programa de manter o laboratório ate lá. Depois dessa data, as decisões irão depender das condições técnicas dos módulos.

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